Assado de alho-poró e Queijo
450 gramas de alho-poró
6 ovos
1 fatia de pão integral esmigalhado
2 colheres de queijo Stilton*
Preparo:
Cozinhe o alho-poró no vapor por uns 10 minutos e coloque-o num refratário untado.
Bata os ovos, as migalhas de pão e o queijo esfarelado. Despeje sobre o alho-poró e asse por 30 minutos, ou até que doure.
O forno deve ser pré-aquecido à temperatura de 200º C.
Muito fácil e muito saborosa.
* Se trata do famoso blue cheese inglês (ou "queijo azul", devido a seus veios azulados). É da mesma família do Roquefort (francês) e do Gorgonzola (italiano). Feito com leite de vaca, ao qual se adiciona o fungo Penicillium alaucum, e usualmente harmonizado com vinho do porto.
Bom apetite!
Paula Ubinha
sábado, 24 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Silêncio
O que primeiro nos vem à mente é "quem cala consente", mas não vamos ficar nesta idéia que é tão óbvia.O silêncio também pode indicar na conversa uma desistência: não concordar e não se colocar.
O silêncio, ainda, pode ser o medo das palavras contrárias. O medo do confronto de idéias.
Pode ser um gesto silencioso, assim, é o corpo que vai denunciar o pensamento.
Escutemos a pausa de nosso texto, do texto do outro. Certamente precisaremos elaborar menos perguntas.
Afinal, o silêncio comunica.
Na música, o silêncio é a pausa que destaca o som. Ela vem para dar o contraste.
Abandonemos as notas para sentirmos o pulso da música. O ritmo, que também comunica.
Um caminhar apressado, um gesto violento, a leveza de um olhar, a ausência.
Sinta o tempo das coisas... Ele determina o compasso, o andamento, o sentimento, as interpretações.
O tempo é silencioso...
Por vezes, uma pausa prolongada pode nos contar qual será a próxima nota. Ela nos vem de graça como um presente. Podemos até cantarolar, mesmo que desafinados, mas ela está presente na descontinuidade do som, assim como as palavras estão dadas na descontinuidade das conversas: eticetera.
Para que tanto barulho?
A mente inquieta produz conversas desarvoradas, uma tagarelice sem fim. Fala sobre fala.
Escutemos o nosso próprio silêncio, o aquietar-se.
Não dizer nada, não concluir nada, não desejar nada...
Uma breve pausa para a alma.
"Piano piano si va lontano".
Paula Ubinha
domingo, 11 de julho de 2010
Uma crítica
Qual é o tempo que se deve levar para devorar as palavras e delas tirar o maior prazer?
Qual é a rapidez do prazer que se espera?
Qual é o tempo permitido para as idéias invadirem o ventre e ali serem fecundadas?
Qual é o tempo permitido para as idéias invadirem o ventre e ali serem fecundadas?
Sempre o tempo...
O tempo da expectativa.
O tempo apertado.
O tempo concedido.
Fazer prova nunca foi o forte de ninguém.
Se pergunta se sabe, se coloca à prova já não se sabe.
Faça uma redação em algumas poucas horas, assim,
grandes gênios são reprovados e pequenas falhas são apontadas.
Vá e encontre uma forma de produzir alguma idéia para agora, não mais que agora.
E eleve suas idéias ao clímax para, assim, elevar o seu leitor.
"Corra Lola, corra!"
Pois cada segundo denuncia a que fim destinará a sua saga.
Afinal, de nada importa se as idéias são digeridas ou fecundas.
Convença seu leitor com suas parcas palavras vazias e falsas.
E, melhor ainda, sinta a satisfação vitoriosa de sua conquista, a sua nota.
"Corra Lola, corra!"
Paula Ubinha
(sobre a tirania das avaliações)
quarta-feira, 30 de junho de 2010
sim e não e...

Sim e Não e...
Se sim ou se não, quem diz?
O coração deseja.
A razão explica e defende
e complica e pondera...
O coração ainda deseja.
A razão explica e defende
e justifica a quimera...
O coração anseia.
A razão explica e defende:
ai quem me dera...
A razão insiste no que era.
O coração abnega.
Então,
O coração explica e defende
e complica e pondera...
domingo, 13 de junho de 2010
Nietszche
"O corpo diz para o seu eu: sinta dor aqui!
Então, o eu sofre e pensa em como parar de sofrer. E é isso que faz pensar.
O corpo diz para o seu eu: sinta prazer aqui!
Então, o eu sente prazer e pensa no que fazer para ter de novo o prazer.
E é isso que o faz pensar."
(Nietszche)
Então, o eu sofre e pensa em como parar de sofrer. E é isso que faz pensar.
O corpo diz para o seu eu: sinta prazer aqui!
Então, o eu sente prazer e pensa no que fazer para ter de novo o prazer.
E é isso que o faz pensar."
(Nietszche)
domingo, 6 de junho de 2010
Uma viagem
O que está por vir escoa por meu corpo e já se transforma no que foi.
Nada está parado.
Revejo Clarice, repenso o seu 'instante já' estático,
pois, se meus olhos vêem a luz de uma estrela morta há milhões de anos,
o que me parece presente, na verdade já não existe mais.
Então tento encontrar um jeito de congelar o tempo, ou talvez estender este entrelaçar na tentativa de segurar a minha própria existência.
Mas o tempo é cruel... ele escoa à revelia.
E tudo corre no seu leito em disparada.
Quando a evoco, como se desse um salto a minha frente, se transforma noutra experiência...
E, assim, se revela sob novos signos.
E assim, se renova num passado mais próximo.
E o presente?
A ilusão de poder possui-lo me condena ao abandono de mim mesma, se é verdade que eu mesma sou escoamento.
Paula Ubinha
Musa

Na sala converso e despejo o verbo
dos desejos que não sei, do poeta que despertei.
É bem certo que a dor faz a vez na inspiração,
É bem certo que a dor vela a lágrima e o riso.
Mas,
nos meus dias concisos, é a mim a quem procuro.
E a cada passo que revelo vejo
que não é tua a minha cor,
que não é minha a tua dor.
Embora deseje um pouco deste que desperto sem meu beijo,
fico só e me preocupo
se é sim ou se é não a palavra que recito.
Busco, vasculho...
posso sim morrer afogada,
temo sim este mergulho escuro,
fico então desajeitada, de bochechas rosadas,
ou apenas,
presa na dúvida certa que se faz dor.
(Paula Ubinha, julho/2009)
dos desejos que não sei, do poeta que despertei.
É bem certo que a dor faz a vez na inspiração,
É bem certo que a dor vela a lágrima e o riso.
Mas,
nos meus dias concisos, é a mim a quem procuro.
E a cada passo que revelo vejo
que não é tua a minha cor,
que não é minha a tua dor.
Embora deseje um pouco deste que desperto sem meu beijo,
fico só e me preocupo
se é sim ou se é não a palavra que recito.
Busco, vasculho...
posso sim morrer afogada,
temo sim este mergulho escuro,
fico então desajeitada, de bochechas rosadas,
ou apenas,
presa na dúvida certa que se faz dor.
(Paula Ubinha, julho/2009)
Imagem: Matisse. Estudo de Nu, 1906. Xilogravura.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Yoga gestante - aula
Agora a Malu já aparece bem nas aulas e até agradece à sua mamãe no final. E esta mamãe tão cuidadosa, nem parece que está no sétimo mês de gestação, não é verdade?
Manter o peso ideal, não se trata apenas de estética, se trata de garantir uma gestação mais saudável, confortável e feliz.
Manter o bom humor para conversar com o bebê, afinal ele acompanha a mamãe por todos os lugares a todo momento. É assim, a mulher não fica nem um minuto sozinha durante toda a gestação. Bonito isso! Assim, é fundamental "conversar com a barriga", uma conversa solta e despreocupada. Nesta atitude, a criança já ganha um espaço maior no imaginário da família, a mãe já interpreta seus desejos e frustrações: "ah! acho que o bebê não vai gostar muito disso...", ou "...olha como o bebê gostou de fazer ginástica comigo!" ...
Me lembro de colocar música para a minha filha ouvir, era meio estranho porque eu colocava o fone de ouvido na barriga. A minha ajudante ria quando via a cena. Devia ser algo bizarro de se ver mesmo, mas não importa isso. O fato é que eu colocava sempre o mesmo CD (Suítes para Violoncelo de J.S. Bach, interpretadas por Yo-yo Ma: http://www.youtube.com/watch?v=HXGLrZMrpuw). Enquanto a "barriga" ouvia a música, eu lia um livro.
Quando a minha linda filhinha nasceu, assim que cheguei em casa, num momento de tranquilidade, coloquei aquele CD, a reação dela foi imediata: abriu bem os olhinhos, e girou a cabeça em direção à caixa de som... Fiquei estasiada e muito emocionada! Claro que ela reconheceu o som!
Sim, se o bebê rescem-nascido é capaz de reconhecer o som da voz de sua mãe, porque não reconheceria uma música?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Sabiah - canto de encontro e saberes - aula
Concordo plenamente se você tentar uma postura complexa logo de primeira, sem nunca ter feito yoga antes. Toda técnica exige um tempo de aprendizado e este tempo precisa ser vivido inevitavelmente.
Se a postura está difícil, então faça uma versão mais simples. É o que chamo de "caminho para o asana" (asana = postura), assim seu corpo vai se adaptar aos poucos e aos poucos sua técnica vai evoluir sem machucar seu corpo.
Seu corpo agradece e você viverá mais feliz com ele.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Sopas vegetarianas 2
Hoje alguns supermercados disponibilizam uma grande variedade de alimentos, mas se não conseguir encontrar tudo que você precisa, então aproveite e passeie pelo Mercado Municipal. Além de conseguir seus ingredientes, você pode admirar a arquitetura, negociar o preço (faz parte chorar um descontinho), tomar um chopp (vegetarianos podem tomar um choppinho sim!), olhar o movimento e aproveitar para parar um pouquinho e observar quantas pessoas diferentes passam por ali. Você pode se surpreender com tudo que está por ali, abra seus sentidos e bom passeio!A receita de hoje é um pouco exótica, mas eu garanto que é deliciosa, confira:
Sopa Apimentada de Lentilha Vermelha
(6 porções)
Ingredientes:
3 colheres (sopa) de manteiga
1 cebola grande picada
1 dente de alho picado
1 pedaço de gengibre descascado
1 rodela de limão
1 e 1/8 de xícara (chá) de lentilha vermelha
1,5 litro de água
1 pitada de páprica picante
1 pimenta verde sem sementes e picada
Derreta 2 colheres de manteiga em uma panela e junte a cebola, o alho, o gengibre e o limão. Abafe com uma tampa em fogo baixo por 5 minutos.
Junte as lentilhas (não é necessário deixa-las de molho) e a água. Tempere com o sal e a páprica. Cozinhe por cerca de 40 minutos até que a sopa tenha engrossado.
Aqueça a manteiga restante e frite rapidamente a pimenta verde.
Sirva a sopa com a pimenta verde na superfície.
Para saber mais um pouquinho sobre boa alimentação, dê uma espiada na reportagem que disponibilizo para vocês logo abaixo. Foi por causa desta reportagem que escolhi esta receita de lentilha.
"Conheça os alimentos que garantem o bom funcionamento do cérebro
(por Regina Célia Pereira, revista Saúde!)
Uma mistura de minerais, vitaminas e gorduras é a receita certeira para o bom funcionamento do cérebro. Trata-se da dica da pesquisadora Joy Dauncey, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. A cientista esteve no 9º Congresso Internacional de Nutrição, Longevidade & Qualidade de Vida, que acaba de acontecer aqui em São Paulo. Em sua palestra, Joy chamou a atenção para nutrientes como o zinco, o cobre, o ferro, a vitamina A e o ômega-3. Infelizmente não é raro encontrar deficiências dessas substâncias na população mundial, lamentou. De acordo com a estudiosa, todos esses nutrientes atuam em sinergia e são capazes de diminuir os sintomas da depressão, melhorar a capacidade de aprendizado, turbinar a memória e, a longo prazo, afastar o Alzheimer. Para que você não engrosse a lista daqueles que carecem desses nutrientes, aposte nos seguintes alimentos:
Fiz uma pequena alteração nesta parte da reportagem, retirei as carnes que ela indicava na lista, afinal, você encontra todos os nutrientes nos grãos, castanhas e vegetais, você verá que a cozinha vegetariana não deixa a desejar.
- farelo de trigo, porque ele está cheio de zinco;
- grão-de-bico, lentilha e nozes, que oferecem cobre;
- feijão, já que é grande fonte de ferro;
- leite, cenoura e couve, por causa de seus bons teores de vitamina A;
- linhaça garante o ômega-3."
Divirtam-se!
Namastê!
Paula
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Satsanga 1
Realizamos nosso primeiro Satsanga no Sabiah - canto de encontro e saberes.
Quem esteve por lá trouxe consigo uma flor para trocar com um colega. Provou os deliciosos bolos feitos pela Malu e pela sua mãe, aquele de limão... hummm... Os quitutes salgados não deixaram por menos, pasta de ricota com gorgonzola e outra de alho, ambas no pão de linhaça. Frutas frescas e claro, o famoso Chai. Tivemos também o Aluá.
Vocês sabem o que é Aluá? Vejam só esta reportagem que encontrei para esclarecer esta dúvida:
"CAETÉ
O doce lado da senzala 
A Vila Nova da Rainha mudou de nome e se transformou em Caeté, mas as delícias da terra mantiveram a força dos primeiros tempos. No distrito de Morro Vermelho, palco da Guerra dos Emboabas (século 18), uma bebida sagrada dos escravos, que trabalhavam na mineração, ainda está presente na festa de Nossa Senhora do Rosário, celebrada em outubro. O aluá – corruptela de “ao luar”, já que o preparo era sempre à noite, para fugir da vigilância dos feitores – tem registro desde 1650 e se perpetua nas mãos e sabedoria de Vera Lúcia da Silva Pereira Carlos, de 48 anos, mãe de três filhos e avó de três crianças. Integrante da irmandade de Nossa Senhora do Rosário, ela conta que o aluá não pode ser comercializado, apenas servido em rituais de fé, como faziam os negros, que dançavam, cantavam e bebiam o líquido, sem teor alcoólico, da cor de garapa e à base de abacaxi. Preparar a bebida não é fácil, nem rápido, mas o efeito é tão refrescante e gostoso que vale a pena esperar oito dias para saborear. Na cozinha, Vera Lúcia corta a fruta, aproveitada “com casca e tudo”, põe para fermentar com farinha de mandioca e espera, com paciência. “O segredo está na hora de coar”, ensina a moradora de Morro Vermelho, que usa um saco de açúcar, daqueles grandes, para concluir o processo. Ela dá outras dicas preciosas. “Se a pessoa quiser, pode usar qualquer fruta ácida. Para guardar na geladeira, é fundamental pôr em vasilha aberta, jamais em litro, pois o vidro estoura”. Ao provar o aluá, os viajantes se sentem fazendo uma volta ao passado, movidos pelo poder da cultura popular.
Como fazer Aluá
Cortar o abacaxi em pedaços, com a casca e a polpa. Num balde (com tampa, bem limpo) com 5 litros de água, pôr a farinha, o abacaxi e raspas de uma rapadura. Cobrir com um pano limpo e tampar bem. Deixar oito dias fermentando. A próxima etapa será coar o material, em três fases, com um saco de textura grossa – pode ser usado um daqueles de 60 kg, de açúcar. Em primeiro lugar, retirar, com uma concha, a nata (cascas, pedaços de polpa etc.) que se forma na superfície e colocá-la dentro do saco. Na hora de coar, pôr a embalagem com a nata sob uma torneira, usando-se aproximadamente 2 litros de água. Enquanto a água escorre para dentro de outro balde, apertar com as mãos os pedaços de fruta para dissolvê-los bem. Na segunda fase, retirar com um caneco a parte líquida do primeiro balde e coar, usando a parte lateral do tecido, para não vazar nas costuras – segurar as bordas com as mãos. Deixar escorrer no segundo balde. Finalmente, coar a farinha de mandioca, que decantou no primeiro balde, também sob a torneira (2 litros de água). Derreter duas rapaduras em uma panela com água suficiente para encobri-las, e despejar o melado ainda quente sobre a bebida coada. Adoçar a gosto. Coar novamente, desta vez com uma peneira bem fininha. Servir gelado. Rende aproximadamente 20 litros.
Receita fornecida por Vera Lúcia da Silva Pereira Carlos,de Caeté"

A Vila Nova da Rainha mudou de nome e se transformou em Caeté, mas as delícias da terra mantiveram a força dos primeiros tempos. No distrito de Morro Vermelho, palco da Guerra dos Emboabas (século 18), uma bebida sagrada dos escravos, que trabalhavam na mineração, ainda está presente na festa de Nossa Senhora do Rosário, celebrada em outubro. O aluá – corruptela de “ao luar”, já que o preparo era sempre à noite, para fugir da vigilância dos feitores – tem registro desde 1650 e se perpetua nas mãos e sabedoria de Vera Lúcia da Silva Pereira Carlos, de 48 anos, mãe de três filhos e avó de três crianças. Integrante da irmandade de Nossa Senhora do Rosário, ela conta que o aluá não pode ser comercializado, apenas servido em rituais de fé, como faziam os negros, que dançavam, cantavam e bebiam o líquido, sem teor alcoólico, da cor de garapa e à base de abacaxi. Preparar a bebida não é fácil, nem rápido, mas o efeito é tão refrescante e gostoso que vale a pena esperar oito dias para saborear. Na cozinha, Vera Lúcia corta a fruta, aproveitada “com casca e tudo”, põe para fermentar com farinha de mandioca e espera, com paciência. “O segredo está na hora de coar”, ensina a moradora de Morro Vermelho, que usa um saco de açúcar, daqueles grandes, para concluir o processo. Ela dá outras dicas preciosas. “Se a pessoa quiser, pode usar qualquer fruta ácida. Para guardar na geladeira, é fundamental pôr em vasilha aberta, jamais em litro, pois o vidro estoura”. Ao provar o aluá, os viajantes se sentem fazendo uma volta ao passado, movidos pelo poder da cultura popular.
Como fazer Aluá
Cortar o abacaxi em pedaços, com a casca e a polpa. Num balde (com tampa, bem limpo) com 5 litros de água, pôr a farinha, o abacaxi e raspas de uma rapadura. Cobrir com um pano limpo e tampar bem. Deixar oito dias fermentando. A próxima etapa será coar o material, em três fases, com um saco de textura grossa – pode ser usado um daqueles de 60 kg, de açúcar. Em primeiro lugar, retirar, com uma concha, a nata (cascas, pedaços de polpa etc.) que se forma na superfície e colocá-la dentro do saco. Na hora de coar, pôr a embalagem com a nata sob uma torneira, usando-se aproximadamente 2 litros de água. Enquanto a água escorre para dentro de outro balde, apertar com as mãos os pedaços de fruta para dissolvê-los bem. Na segunda fase, retirar com um caneco a parte líquida do primeiro balde e coar, usando a parte lateral do tecido, para não vazar nas costuras – segurar as bordas com as mãos. Deixar escorrer no segundo balde. Finalmente, coar a farinha de mandioca, que decantou no primeiro balde, também sob a torneira (2 litros de água). Derreter duas rapaduras em uma panela com água suficiente para encobri-las, e despejar o melado ainda quente sobre a bebida coada. Adoçar a gosto. Coar novamente, desta vez com uma peneira bem fininha. Servir gelado. Rende aproximadamente 20 litros.
Receita fornecida por Vera Lúcia da Silva Pereira Carlos,de Caeté"
A minha receita de Aluá é muito mais simples e foi a minha mãe, Dona Carmencita, quem me ensinou. Tão simples e tão saborosa, ainda permite que você crie a sua própria versão. Depois me convida?
Aluá da Carmencita
1 abacaxi, só a casca e o miolo
2 litros de água
açúcar o quanto baste
cravo da índia ou 1 xícara de hortelã os temperos podem variar a seu gosto, incluir outras frutas, outras especiarias, o que desejar e que combinar. Invente o seu.
Ferva tudo até que a coloração da água fique dourada. Coe numa peneira fina e sirva quente no inverno ou bem gelada no verão.
Muito bem, agora vamos dar uma espiada nos amigos que marcaram presença:
Toda diversão à parte, o tom da conversa foi apoiado no tema svadhyaya, que é um dos niyamas (regras de conduta e disciplina) relacionados por Patanjali.
Sva = seu próprio
adhyaya = estudo ou educação
Pelo Svadhyaya (educação de si mesmo) o praticante entende a natureza de sua alma.
Namastê!
Paula Ubinha
Casa da Malu
Ah! Que doces momentos!
Sou recebida com muito carinho, muita atenção e tem sempre um por-do-sol maravilhoso ou uma Lua surgindo no céu. As fotos contam um pouco do astral que vivenciamos na casa da malu toda semana.
Sua companheira nas fotos é a Eleonora, yoguini-mirim. Uma linda!
Muito obrigada Malu, por me receber tão bem!
Namastê!
Paula Ubinha
domingo, 25 de abril de 2010
O Caminho da Tranquilidade
Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações em seu próprio interior.
Essas atitudes se refletirão em mudanças positivas em seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores.
Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto.
(Dalai-Lama)
sábado, 17 de abril de 2010
Sopas vegetarianas 1
Atendendo aos pedidos dos meus alunos, vou começar a postar receitas vegetarianas fáceis e práticas, no entanto acho que um pouco de sofisticação vai muito bem para dias especiais. Então colocarei uma receita fácil e outra com um nível de dificuldade um pouco maior. Vocês vão ver que vale a pena a dedicação.
Entre na sua cozinha com bom humor, higienize seus pensamentos para este momento de criatividade. Na sequência, separe todos os ingredientes que a receita sugere, cheire, apalpe, olhe cuidadosamente e assim pode iniciar a higienização dos alimentos e seu preparo.
Em noites frias vai tão bem uma sopa saborosa e quentinha, não é verdade?
(4 a 6 porções)
Ingredientes:
2 colheres (sopa) de óleo de canola
1 cebola picada
2 1/2 xícaras de abobrinha descascada e cortada em cubos
2 xícaras de cenoura cortada em rodelas
2 batatas
suco de meio limão
5 xícaras de caldo
sal e pimenta-do-reino moídos na hora
1 abobrinha cortada em rodelas
1/2 xícara de ervilha torta
folhas de manjericão para guarnecer
Preparo: Aqueça o óleo em uma panela grande e frite a cebola até que fique transparente. Junte a abobrinha, a cenoura e a batata e adicione o suco de limão. Abafe por cinco minutos. Junte o caldo e os temperos e deixe cozinhar até que as batatas fiquem macias. Bata a sopa.
Volte para a panela e acrescente a abobrinha em rodela e a ervilha torta e deixe cozinhar por mais cinco minutos aproximadamente. Acerte o sal.
Sirva a sopa guarnecida com manjericão. Pode também polvilhar queijo parmesão ralado.
(4 porções)
Ingredientes:
1 couve-flor pequena
sal e pimenta-do-reino moídos na hora
4 colheres (sopa) de manteiga
1/4 de xícara (chá) de farinha de trigo
6 colheres (sopa)/120 ml de creme de leite
1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
Preparo: Retire as folhas externas da couve-flor e a cozinhe inteira no vapor até ficar macia.
Dissolva a manteiga numa panela e junte a farinha, mexendo bem. Aos poucos junte água até chegar a 900ml. Reserve algumas flores para guarnecer e com o restante faça um purê no processador. Junte ao molho da panela. Acrescente o creme de leite e não deixe a sopa ferver. Junte as flores reservadas, as cebolinhas picadas. Sirva com torradinhas.
Divirtam-se
Namastê!
Paula
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Yoga para gestantes
Aguardar a chegada do bebê com tranquilidade, perceber as alterações no corpo, sentir o prazer de consentir um espaço em seu corpo para acomodar uma pessoa. Esta pessoa que vem para dar um novo significado a vida da família, a esposa torna-se mãe o marido torna-se pai. Não tem coisa mais bonita e natural que esta.
repousar a coluna...
Alguns cuidados básicos para manter a qualidade de vida da mamãe e de seu bebê.
Obrigada Aline por permitir divulgar suas fotos. A Malu quase não aparece, mas está firme na aula com sua mamãe. Parabéns às duas!
Namastê!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Turma do Núcleo Cultural Alquimia
"Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz.
Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final.
O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito.
O fundamento de toda prática espiritual é o amor.
Que vocês o pratiquem bem é meu único pedido." (Dalai-Lama)
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