quarta-feira, 18 de julho de 2012

Yoga ao Ar Livre na Praia I - Itamambuca

Um encontro no litoral norte de São Paulo com pessoas queridas.

Numa rotina tranquila, acordávamos em meio a Mata Atlântica, para a primeira prática de Yoga. Vencemos o frio, alongamos o corpo, respiramos o ar puro e nos alimentamos com bons pensamentos. O dia apenas estava começando e já estava pleno.

A cada dia, a cada prática, a cada refeição natural, a cada passeio pela praia nos encontrávamos mais com o que pode haver de melhor em nós mesmos. Nosso humor foi se afinando, as idéias ficando mais claras... Quem dera tudo isto pudesse compor nossa vida inteira, o nosso cotidiano de trabalho e cuidados com a família. Porque não? Porque não adotarmos um ritmo mais ameno, buscar menos coisas, atender a menos desejos?

"Só quem não se perturba com o incessante fluxo de desejos - que são como rios que entram no oceano, que está sempre sendo enchido mas nunca se agita - pode encontrar a paz, e não o homem que luta para satisfazer esses desejos." (verso 70, O Bhagavad-Gítá como ele é).

Abrir mão desta correria que a nossa cultura ocidental nos impõe para obter sucesso, bens e lutar constantemente para aumentar tudo isto. A frustração é inevitável para a maioria, pois o sucesso é para um percentual ínfimo da população. O sucesso de poucos abafa o verdadeiro valor da humanidade e pessoas brilhantes não são vistas, não são reconhecidas...

Em nosso encontro cada participante foi esperado em seu tempo para se aprontar, pacientemente esperávamos. Cada um pode se expressar, participar, contribuir à sua maneira, com os recursos que dispõe, com as habilidades que domina. Personalidades diferentes, idades diferentes, histórias diferentes. E assim, somos iguais nas diferenças. Somos iguais no interesse por aquilo que o outro pode oferecer. Somos iguais quando permitimos que a fala do outro toque nossos pensamentos. Somos iguais na atitude de considerar o outro até mesmo em suas dificuldades.

Foram dias de Sol, que por alguns momentos nos esquecemos que estávamos no inverno. Ao cair a noite, o frio úmido nos propunha um chá de gengibre com canela para aquecer. Mais tarde outra prática de Yoga para tirar o frio e preparar o corpo para o sono. Fechamos com uma sopa bem quente e saborosa.

 Nem tudo deu tão certo, é preciso reconhecer. Fazer sobremesa sem açúcar não é uma coisa muito gostosa. Ficamos todos muito frustrados com o doce não doce. "Vamos respeitar a quantidade de açúcar que a receita manda?", sim! Nos rendemos completamente. Vamos ao açúcar orgânico, ao mel, à geléia de frutas! Se conseguimos manter uma boa atividade física, uma alimentação saudável, com quantidades apropriadas, o doce pode ser apreciado sem culpa. É o nosso caso.

A chuva de domingo foi providencial para desenvolvermos nossas habilidades artísticas. Desenhamos e fizemos um bolo para ser apreciado ainda quente. Que delícia! Bolo quentinho com manteiga derretendo por cima, uma xícara de chá e muitas cores sobre o papel.

Muito obrigada a cada um de vocês que estiveram comigo neste Yoga ao Ar Livre na praia!

Namastê
Paula Ubinha
















 









4 comentários:

  1. Lindo texto, Paulinha. Gostei de lembrar tudo o que passamos juntos naquela casa do ladinho da mata e do mar. Se é bom conviver com pessoas com as mesmas afinidades, imagine se essas afinidades forem "do bem", e não há mais do bem do que a yoga, pelo menos na minha humilde opinião. rs Obrigado você por nos ter proporcionado esses momentos tão bons. Namastê.

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    1. Alan, obrigada pela sua presença e por suas palavras!

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  2. Poxa, parece ter sido delicioso! Na próxima quero ir!

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    1. Sim, foi delicioso! Dê, você está sempre convidada, se organiza para a próxima vez, vou adorar a sua presença! Bjo

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