segunda-feira, 22 de março de 2010
Turma de Barão Geraldo
sexta-feira, 19 de março de 2010
BHAGAVAD-GITA, cap.6, verso 17
terça-feira, 16 de março de 2010
Krishna Shakti Ashram
Quando ultrapassamos os limites desta propriedade em Campos do Jordão (Br), foi como se ultrapassássemos um portal capaz de nos transportar para o outro lado do planeta.
Eu e meus alunos nos sentimos como extrangeiros curiosos. Precisamos ficar atentos aos códigos de conduta para sabermos como nos comportar diante das diferenças culturais. Simplesmente paramos, observamos e perguntamos para depois agir. Agir de acordo com aquilo que se apresentava diante de nossos olhos...
Assim, fomos recebidos com sorrisos e braços abertos, do mesmo modo como recebemos bons e velhos amigos. No entanto, este era o nosso primeiro encontro com tudo e todos dali.
A cada garfada um suspiro...
Aqueles que ainda não aderiram ao vegetarianismo não sentiram nenhuma falta da carne e se sentiram muito satisfeitos por todo período de permanência no Ashram. Já é hora de reconsiderar suas dietas, de se alimentar de forma consciente.
Vejam que beleza de prato nas mãos da Elaine.
Antes de mais nada devemos agradecer pelo alimento entoando um mantra. De minha parte confesso que foi bem difícil acompanhar a letra, afinar com o coro então...
Mas olha aí, registrei a letra para treinar e não fazer feio na próxima visita ao Ashram. A Alessandra concentrou, foi firme e forte na letra, até parecia que já conhecia. Muito bem Alê!
Fomos convidados para uma conversa no "coreto" com a Regina Shakti, lá aprendemos um pouco mais sobre o espaço, sobre seus costumes, pudemos fazer perguntas, agradecer ao acolhimento e perdir licença para desfrutar de tantas coisas boas. O consentimento foi mútuo, nós de nossa parte dispostos a reverenciar àquilo que ainda não podíamos entender completamente e eles de nos acolher em nossa ignorância (no bom sentido, é claro!). Sabemos que não sabemos, então pudemos abrir as portas dos sentidos e da alma para aprender o que ali nos foi oferecido com muita generosidade.


No Ashram aprendemos os princípios de Bhakti Yoga no Templo, nas palavras da Regina, "Bhakti-Yoga é a ciência da alma. São práticas no Templo com nossos moradores e devotos, onde se canta, dança e se faz leitura das escrituras sagradas. Nossas aulas seguem a tradição vaishnava e são orientadas pelo nosso Guru."

Cada cantinho, cada momento foi muito especial. Imaginem só ter o privilégio de fazer uma aula de Yoga em uma sala completamente integrada com a natureza. Pássaros cantando, os cachorrinhos nos observando através do vidro, as árvores no fazendo sombra, tudo isso em um vale em Campos do Jordão.
Vejam só:

Com certeza voltaremos muitas vezes para reabastecer as energias, para nutrir a alma, para fortalecer as amizades e para nunca esquecer o respeito que devemos ter à Natureza da qual fazemos parte.

Obrigada à Regina Shakti e à toda sua equipe!
Namastê!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Sabiah

Sabiah me convidou pra tecer umas idéias,
Vim de longe a procura
Vi de perto e vi segura
Teço o meu ponto que se enlaça com o seu
...
Assim, nesta teia que inaugura,
ato meu gesto, ponto e nó.
(Paula Ubinha Almeida - à Janaina pela esperança)
Em Barão Geraldo tem um espaço novo chamado:
"Sabiah - canto de encontros e saberes".
Eu já vinha há muito tempo olhando com carinho e desejo aquela casa com uma praça na frente. Que bom que seria poder dar aulas de yoga ali... Desejei, imaginei, sonhei, planejei, mas tudo permanecia igual. A casa à venda, completamente abandonada e eu sem condições para compra-la. Bom, tudo bem! Mas como eu gostaria de ar aulas de yoga naquela casa...
Quem comprou a casa foi a Jananina, ela tranformou a casa num espaço de encontro e saberes, como o próprio nome anuncia. Já tem muitas coisas boas por lá: encontro de mães que buscam um parto humanizado, dança circular, atendimento familiar, entre outras atividades. Vale a pena verificar. Ah! Claro! Em breve terá aulas de yoga ministradas por mim.
Olha! Não é que meu desejo foi realizado? Estou estupefata!
Dê um pulinho por lá para conhecer: Rua Paulo Lanza, 91
Namastê!
Paula Ubinha
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Corpo em evidência
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Satsanga (dedico a todos meus amigos e alunos)
Neste encontro do yoga podemos realizar meditação com mantras, contando com instrumentos musicais tradicionais indianos, bem como a leitura, a elaboração de perguntas, buscar respostas e comentários sobre textos da cultura do Yoga, tais como a Bhagavad Gita, o Srimad Bhagavatam e o Yoga Sutras. Os encontros são destinados a todos, membros do grupo praticante ou não, que se interessem em aprofundar seus conhecimentos sobre meditação e filosofia. Este encontro pode ser enriquecido com flores, frutas, tortas, chás, enfim, com vários estímulos para os nossos sentidos, no entanto, isso não constitui o principal da prática.
Satsanga é ficar em companhia de pessoas que possuem o conhecimento claro de sua própria natureza, ou daquelas que buscam esse mesmo conhecimento. O melhor Satsanga não é um encontro semanal, ou mensal, ou qualquer outra periodicidade que se estabeleça, mas todos os momentos diários da vida, é no cotidiano que encontramos o verdadeiro Satsanga, conviver todos os dias com as pessoas que querem descobrir em si mesmas os valores que conduzem ao conhecimento (chamados jñána, conhecimento, no capítulo XIII da Bhagavad Gítá), escutar, refletir e meditar sobre o Átman, o Ser Imutável. Um deve ser para o outro constante inspiração, estímulo e auxílio para o conhecimento, na forma de meios para antahkaranasuddhih, a preparação da mente, e jñánanistha, a clareza do conhecimento e sua constante vivência. Além de conviver constantemente com outros que também desejam o absoluto, o maior Satsanga é o contato direto com pessoas que vivem a realização do Átmabrahman, pessoas cujas vidas são o próprio exemplo da plenitude do conhecimento.
Nosso grande mestre, Sri Ádi Shankarachárya, diz no conhecido texto Bhaja Govindam:
Na companhia daqueles que buscam a Verdade, nasce o desapego.
Sanga, então, podemos dizer que é a associação, a companhia, o contato e, até mesmo, o apego. Satsanga, portanto, é a associação com pessoas que desejam o Sat, o Real, o Ilimitado, que conduz a nissanga, a ausência da necessidade de estar sempre em companhia de pessoas, ou apegado a objetos. A ausência dessa necessidade nasce da análise, do questionamento, que é viveka, que tem como conseqüência vairagya, o desapego natural e gradual. Isto é, a ausência da ilusão e a presença da mente clara para analisar a si mesmo e apreciar o seu verdadeiro Ser, a Consciência Sem Limites. Essa compreensão resolve a pergunta original do ser humano: quem sou eu? Para onde caminho? Respondendo a essas questões, vivendo plenamente, você estará liberado do sofrimento de ignorar ser o que você já é.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
CoResponde
Da aparência, o significado, a intenção.
Da fala, o sentido, o desejo.
ou
Do pensamento, o gesto a conduta.
Da intenção, a aparência, o significado.
Do desejo, a fala, o sentido.
ou
Da conduta, o pensamento, o gesto.
Do significado, a intenção, a aparência.
Do sentido, o desejo, a fala.
ou
Se nada ou coisa nenhuma,
a dúvida.
(Paula Ubinha Almeida)
Gandhi
terça-feira, 5 de maio de 2009
Para começar bem o dia
Comece lentamente a espreguiçar, esta prática tão natural, mas que é esquecida por muitos.
Não há regras, basta estar ainda na cama, antes mesmo de colocar os pés no chão, o corpo começa a despertar com gestos de contração e descontração, alongamentos e torções.
Se você não consegue se lembrar de como se faz isso, então observe um bebê no berço.
Se não houver um bebê na família, então observe um cachorrinho, um gato, os pássaros.
Espreguiçar é natural.
Experimente, confie no seu instinto.
Agora é o momento da higiene. Para quem pratica yoga, limpar o nariz é tão importante quanto limpar os dentes. Então, vou disponibilizar aqui para você como se faz esta técnica de purificação:
"Como usar o lota para fazer a purificação nasal (por Pedro Kupfer)
O lota é um recipiente de cerâmica que se usa para fazer neti, a técnica da purificação das mucosas nasais. Esta técnica limpa as narinas, eliminando o excesso de mucosidade e estimulando o ájña chakra. É ótima contra sinusite, renite e resfriados e ainda aumenta a resistência do organismo às infecções respiratórias. A água utilizada deve ser mineral, morna e salgada na proporção de uma colher de sobremesa de sal para um litro de água. Se a água estiver pouco salgada, poderá sentir uma leve dor na altura dos seios frontais e ardência na mucosa nasal. Caso queira tonificar os vasos sangüíneos desta área, utilize água fria. Isto melhora a circulação e evita hemorragias nasais.

Fique em pé, com o tronco ligeiramente inclinado para frente e incline a cabeça para o lado direito. Você poderá ainda acrescentar uma gota de limão ou gengibre. Coloque o bico do lota na narina esquerda e incline-o, permitindo que a água entre por essa fossa e saia pela outra. A passagem da água deve ser natural e sem esforço. Isto vai depender da inclinação da cabeça. Mantenha a boca entreaberta e respire por ela. Havendo esvaziado o recipiente, deixe o tronco na mesma posição e o rosto agora voltado para baixo.
Execute kapálabháti (consiste em uma série de expirações súbitas e forçadas, mas sem violência, feitas com rapidez, graças à sucessiva contração dos músculos abdominais e a ação do diafragma) a fim de extrair o restante da água. Em seguida, observando as mesmas instruções, faça fluir a água da fossa nasal esquerda para a direita.
O neti kriyá limpa as narinas, elimina o excesso de mucosidade acumulado nos seios nasais e frontais, estimula o ájña chakra e desenvolve a clarividência."
sábado, 18 de abril de 2009

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livrementena praia, ou no parque, e ouvir o canto dospassarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv, compre outros jornais...
Leia outros livros, viva outros romances.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
Escolha comidas diferentes,
Novos temperos, novas cores,
Novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,o novo jeito, o novo prazer, o novo amor,a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes,tome outro tipo de bebida compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabelereiros,outros teatros, visite novos museus.
mude.
Lembre-se de que a vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um
Outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno,mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!!!
Sobre o(a) autor(a):Edson Marques, poeta, formado em Filosofia pela USP. Vencedor do Prêmio Cervantes/Ibéria em 1993. Sócio-fundador da Ordem Nacional dos Escritores. Se diz "um socialista romântico". Lançou o livro: "Manual da Separação".
Poesia apresentada no programa 227
Os poemas e os textos lidos em "Provocações” são, às vezes, livre adaptação do original, por Antônio Abujamra ou Gregório Bacic. O formato em que se apresentam escritos aqui é apropriado para a leitura em TV e não o seu formato original.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Poema - Álvaro de Campos
Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear...
No movimento (eu mesmo me desloco
nesta cadeira, só de o imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.
Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro e por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.
Mas - esta é boa! - era do coração
que eu falava... e onde diabo estou eu agora
com almirante em vez de sensação?...
Unidade corpo e mente
Tomando como fio condutor estas palavras, vamos tentar aqui uma breve reflexão a respeito do que venha a ser a idéia de um corpo próprio, de como é possível um trabalho que devolva ao indivíduo os seus limites e, assim, de como se constitui a sua identidade. Vamos, de início, reler com mais atenção as palavras de Merleau-Ponty.
Primeiramente, o corpo é a fronteira do sujeito com todas as outras coisas existentes no seu mundo. Embora pareça muito claro, a confusão deste limite é o lugar das patologias psíquicas, nem sempre agudas a ponto de podermos reconhecê-las prontamente. Mas, o que importa aqui é o fato de que o corpo tem um limite próprio, e que a maneira como ele está constituido não nos permite uma fragmentação ou uma justaposição de suas partes.
Quando recorremos a Merleau-Ponty, entendemos que o corpo funciona como um sistema único, pois suas partes estão envolvidas umas nas outras. Quando, por exemplo, tocamos uma mão na outra, entrelaçando os dedos, não podemos responder qual é a mão que está sentindo a outra, ou se a direita sente primeiro que a esquerda ou ao contrário. Elas, neste caso, representam como o corpo percebe e como pensa as suas percepções. Os olhos vêm já vendo com o pensamento. E se é verdade que a visão pode ser agradável ou não, que pode despertar alguma memória ou não, então também é verdade que há uma simultaneidade entre a percepção do objeto e o pensamento sobre ele. É como se a mão direita fosse a percepção e a esquerda o pensamento.
Este exemplo vale também para as relações que o indivíduo estabelece com o mundo. Vamos apenas desdobrar um pouco mais esta idéia. O gosto está na maçã ou na língua? Pois bem, para todas as experiências que o indivíduo vive é esta mesma estrutura que está presente. Não há gosto da maça sem a maçã, sem a língua, sem os receptores cerebrais para esta informação e, finalmente, sem a consciência, que se sabe sabendo o sabor. Só com todos esses elementos é possível propriamente saborear. Sendo assim, a idéia do gosto da maçã é tão importante quanto a lingua e quanto a própria maçã.
Quando entendemos esta estrutura, fica mais fácil vermos que não há uma hierarquia de importância; a importância de cada um está entrelaçada na importância do outro, assim como as mãos que se unem e entrelaçam seus dedos.
Vale citar um poema de Drumond para termos um apoio poético a esta teoria:
Verdade
A porta da verdade estava aberta,
Mas só deixava passar
Meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
(Carlos Drummont de Andrade, Corpo, segunda edição, Ed. Record, 1984)
domingo, 29 de março de 2009
Alimento vivo

Fiquem tranquilos que alimento vivo não significa dar uma mordida no boi mugindo, nem no galo cantando.
O que poderia ser "alimento vivo" ?
Reduzir colesterol
Refazer os capilares (a menor rede de vasos sanguíneos)
Controlar diabetes
Reduzir peso corporal por diminuir a quantidade de gordura no corpo
Melhorar a disposição para o dia de trabalho
Nutrir todos os tecidos do corpo.
Para facilitar a vida de vocês vou postar aqui uma sugestão de preparo do suco, que o Dr. Alberto Gonzales indica como café da manhã:
Você vai precisar de:
1 maçã
1 pepino
1 limão ou 1 laranja (tire a casca)
1 cenoura
2 folhas de couve
1 punhado de hortelã
(você pode variar as folhas: espinafre, brócolis, escarola, etc)
2 colheres de sopa de semente de girassol germinada
1 colher de sopa de linhaça
Faça assim:
Bata no liquidificador as coisas que soltam água. Coloque o restante, bata bem. Coe num voal e beba imediatamente.
Coma 2 castanhas do pará e duas amêndoas. Na receita eles mandam bater estas castanhas no liquidificador, mas eu prefiro comê-las. Faça como achar melhor. Varie o tipo de castanhas.
A Linhaça, basta coloca-la de molho por seis horas. Enxague e coloque para bater no suco.
Pronto! Seu café da manhã está completíssimo.
Super fácil!
Vida longa à todos nós!
Paula Ubinha Almeida
sexta-feira, 27 de março de 2009
Buda
domingo, 22 de março de 2009
Doula

quarta-feira, 18 de março de 2009
Chai
Você vai precisar de:
1/2 copo de gengibre ralado (se preferir mais suave, diminua a quantidade),
1 canela em pau,
1 copo de leite em pó,
açúcar o quanto baste,
3 colheres (sopa) de chá preto,
3 sementes de cardamomo,
1 litro de água.
Faça assim:
Leve ao fogo o gengibre com o açúcar e a canela até derreter bem o açúcar.
Acrescente a água e deixe atingir fervura.
Apague o fogo e acrescente os outros ingredientes, menos o leite
Deixe tampado por uns cinco minutos.
Coe e acrescente o leite.
Sirva quente.
Namastê!
Paula Ubinha
sexta-feira, 13 de março de 2009
Saudação ao Sol
Entre os hindus, a saudação ao sol é uma reverência a este astro, sendo executada no exato momento do despertar do dia.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Ayurveda
"Viver a vida em harmonia com a natureza aumenta a pureza, a serenidade e a alegria, garantindo saúde e ‘bem estar’”. (Princípio ayurvedico)
Simples assim?
Basta viver a vida em harmonia com a natureza para conseguirmos tudo o que a humanidade mais desejou: alegria, saúde, pureza e ‘bem estar’?
Acho que sim.
Na primeira oportunidade, seja num feriado prolongado, seja nas férias, todos fogem para a praia, ou montanha, ou serrado, ou aquele sítio de um amigo querido. Que maravilha! O silêncio, as plantas, a brisa no rosto...
Todos levam a sua melhor roupa, a melhor em conforto e em personalidade. Não é preciso dizer que é esta a roupa que lhe cai bem, que é assim que cada um poderia e deveria de se vestir todos os dias. Sai a “roupa de trabalho” e saem também as amarras do corpo. Os gestos comungam com o pensamento, agora o corpo pode dizer a sua verdade.
Dormir o suficiente, comer bem, tomar um banho sem pressa, ler um bom livro, sentar-se à sombra e contemplar a vida. Respeitar o próprio ritmo só nas férias?
É preciso calma e tranqüilidade para identificar as necessidades do corpo, da mente e da alma. Prestar atenção naquilo que é captado pelos sentidos. Sentir o aroma dos alimentos antes de ingeri-los, olhar atentamente para o copo d’água antes de matar a sede, espreguiçar ao acordar antes mesmo de colocar os pés no chão, preparar o corpo para o dia que se segue, ouvir sua pulsação. Assim, sentir a vida no instante presente. Ah! Viva Clarice Lispector que diz tão bem sobre o “instante já”. Este momento imediato no qual fazemos nossas escolhas e definimos o que está por vir.
Olhe a linha do trem desgovernado a sua frente. Pare, olhe, escute! Agora faça a sua escolha.
Namastê!
Paula Ubinha
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Corpo e Mente
Vejam que interessante este artigo. Com isso podemos ter a esperança de que seja possível uma mudança cultural mais efetiva quando o assunto é a dualidade ou a união entre mente e corpo.
Corpo e mente
No número de dezembro 2005 do "Archive of General Psychiatry" (vol. 62, nº > 12), foi publicada uma pesquisa dirigida por Janice Kiecolt-Glaser, do Institute for Behavioral Medicine Research (instituto de pesquisa em medicina comportamental) da universidade de Ohio, EUA.
Seu tema: as interações conjugais negativas e a cicatrização.
Foram escolhidos 42 casais, entre 22 e 77 anos. Nos braços de todos, maridos e mulheres, foram criadas oito pequenas feridas, que foram cobertas de maneira a medir as variações dos fluidos que o corpo produz para facilitar a cicatrização. Depois disso, os casais foram expostos a duas sessões de "conversa". A primeira foi orientada para que fosse uma troca agradável sobre o que cada um queria modificar em seu comportamento para melhorar a vida do casal. A outra foi orientada para que os casais brigassem (temas preferidos: dinheiro e sogros). A pesquisa constatou que a cicatrização era sempre mais lenta depois das brigas. Os casais mais briguentos mostraram uma cicatrização que era apenas 60% da dos outros. É provável que os achados, já bem significativos, subestimem o impacto da hostilidade entre marido e mulher, pois se presume que, em casa, as crises dos casais briguentos sejam crônicas e mais violentas do que sob observação externa.
Conclusão: se você deve e pode programar uma operação, tente primeiro arrumar sua vida afetiva.
Conclusão mais genérica: a má qualidade de uma relação e sua desagregação, agem no corpo e são péssimas para a saúde.
Falando em pesquisas que descobrem o "óbvio", mais uma. No decorrer deste ano, a revista "Psychological Science" publicará uma pesquisa de James A. Coan e outros, que foi recentemente resumida na imprensa americana. Foram escolhidos 16 casais muito felizes. A mulher de cada casal foi inserida num tubo de ressonância magnética e lhe foi dito que ela receberia uma leve descarga elétrica no tornozelo. As imagens do cérebro mostraram, em todas as mulheres, uma atividade intensa nas regiões envolvidas na expectativa de dor e emoções negativas. Foi suficiente que o marido inserisse a mão no tubo e tocasse sua mulher para que essa atividade cerebral diminuísse, sempre e drasticamente.
Conclusão: o toque de uma pessoa querida é curativo e modifica a atividade cerebral. Visto que a sensação de dor física é ligada ao nível de sua antecipação, uma mão amada pode ser considerada um sedativo eficiente.
Conclusão indireta: a rejeição total sem contato físico não é só uma punição psíquica, é também uma agressão contra o corpo -se é que faz sentido manter a distinção de corpo e mente.


