Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paz. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
A-Himsa - A não-violência
O V.M. Samael Aun Weor explica a Não Violência de Ghandi
A-Himsa é o pensamento puro da Índia: a não-violência. Realmente, a A-Himsa foi inspirada pelo amor universal. Himsa significa querer matar, querer prejudicar... A-Himsa é, pois, a renúncia a toda a intenção de morte ou dano ocasionado pela violência.
A-Himsa é o contrário de egoísmo. A-Himsa é altruísmo e amor absoluto. A-Himsa é ação reta.
Mahatma Gandhi fez da A-Himsa o báculo de sua doutrina política. Gandhi definiu a manifestação da A-Himsa assim: "A não violência não consiste em renunciar a toda a luta real contra o mal. A não-violência, como eu a concebo, empreende uma campanha mais ativa contra o mal que a Lei de Talião, cuja própria natureza dá por resultado o desenvolvimento da perversidade. Eu levanto frente ao imoral uma oposição mental, por conseguinte, moral. Trato de inutilizar a espada do tirano não fazendo cruzá-la com um aço de melhor qualidade e sim desfraudando sua esperança ao não oferecer resistência física alguma. Ele encontrará em mim a resistência da alma que fugira do seu ataque. Essa resistência primeiramente o cegará e depois o obrigará a dobrar-se. E o fato de dobrar-se não humilhará o agressor e sim o dignificará... Não existe arma mais poderosa do que a mente bem canalizada!"
O Ego é quem desune, atraiçoa e estabelece a anarquia por entre a pobre humanidade doente. O egoísmo, a traição e a falta de fraternidade têm dividido a humanidade.
O eu não foi criado por Deus, nem pelo Espírito nem pela matéria. O eu foi criado pela nossa própria mente e deixará de existir quando o tenhamos compreendido totalmente em todos os níveis da mente. Só através da reta ação, da reta meditação, da reta vontade, dos retos meios de vida, do reto esforço e da reta memória conseguimos dissolver o eu. É urgente se compreender a fundo tudo isto se quisermos realmente a revolução da dialética.
Não se deve confundir a personalidade com o eu. Realmente, a personalidade é formada durante os sete anos da infância. O eu é o erro que se perpetua de século em século, fortificando-se cada vez mais com a mecânica da Recorrência.
A personalidade é energética. Nasce com os hábitos, costumes, idéias etc., durante a infância e fortifica-se com as experiências da vida. Tanto a personalidade como o eu devem ser desintegrados. Nós somos mais revolucionários nos ensinamentos psicológicos que Gurdjieff e Ouspensky.
O eu utiliza a personalidade como instrumento de ação. O personalismo resulta dessa mistura de Ego e personalidade. O culto à personalidade foi inventado pelo eu. Realmente, o personalismo gera egoísmos, ódios, violências etc. Tudo isto é rechaçado pela A-Himsa.
O personalismo arruína totalmente as organizações esotéricas. O personalismo produz anarquia e confusão. O personalismo pode destruir totalmente qualquer organização.
Em cada reincorporação – Retorno – o Ego fabrica uma nova personalidade. Cada pessoa é diferente em cada nova reincorporação.
É urgente saber viver. Quando o eu se dissolve, a Grande Realidade, a verdadeira Felicidade, Aquilo que não tem nome, vem a nós.
Façamos distinção entre o Ser e o eu. O homem atual só tem o eu. O homem é um Ser que não conseguiu. É urgente se conseguir o Ser. É necessário se saber que o Ser é felicidade sem limites.
É absurdo dizer-se que o Ser é o Eu Superior, o Eu Divino etc. O Ser sendo de tipo universal e cósmico não pode ter sabor de ego. Não tratemos de divinizar o eu.
A A-Himsa é não-violência em pensamento, palavra e obra. A A-Himsa é respeito às idéias alheias, respeito a todas as religiões, escolas, seitas, organizações etc.
Não esperemos que o eu evolua porque o eu não se aperfeiçoa jamais. Necessitamos de uma total revolução da consciência. Este é o único tipo de revolução que aceitamos.
Na revolução da dialética, na revolução da consciência, encontramos as bases da doutrina da A-Himsa.
Conforme morrermos de instante a instante, a concórdia entre os homens irá se desenvolvendo lentamente. Conforme formos morrendo de instante a instante, o sentido da cooperação irá substituindo totalmente o sentido de competição. Conforme morrermos de momento a momento, a boa vontade irá substituindo pouco a pouco a má vontade.
Os homens de boa vontade aceitam a A-Himsa. É impossível se iniciar uma nova ordem em nossa psique excluindo-se a doutrina da não-violência.
A A-Himsa deve ser cultivada nos lares seguindo-se a senda do matrimônio perfeito. Só com a não-violência em pensamento, palavras e obras pode reinar a felicidade nos lares.
A A-Himsa deve ser o fundamento do viver diário no escritório, na fábrica, no campo, no lar, na rua etc.
Devemos viver a doutrina da não-violência em nosso cotidiano, em cada pensamento, em cada desejo e em cada ação (texto em itálico acrescentado por mim).
É com grande alegria que publico aqui este texto oferecido por uma recente amiga Oriana Shakti.
Obrigada!
Paula Ubinha
terça-feira, 16 de março de 2010
Krishna Shakti Ashram
Quando ultrapassamos os limites desta propriedade em Campos do Jordão (Br), foi como se ultrapassássemos um portal capaz de nos transportar para o outro lado do planeta.
Eu e meus alunos nos sentimos como extrangeiros curiosos. Precisamos ficar atentos aos códigos de conduta para sabermos como nos comportar diante das diferenças culturais. Simplesmente paramos, observamos e perguntamos para depois agir. Agir de acordo com aquilo que se apresentava diante de nossos olhos...
Assim, fomos recebidos com sorrisos e braços abertos, do mesmo modo como recebemos bons e velhos amigos. No entanto, este era o nosso primeiro encontro com tudo e todos dali.
A cada garfada um suspiro...
Aqueles que ainda não aderiram ao vegetarianismo não sentiram nenhuma falta da carne e se sentiram muito satisfeitos por todo período de permanência no Ashram. Já é hora de reconsiderar suas dietas, de se alimentar de forma consciente.
Vejam que beleza de prato nas mãos da Elaine.
Antes de mais nada devemos agradecer pelo alimento entoando um mantra. De minha parte confesso que foi bem difícil acompanhar a letra, afinar com o coro então...
Mas olha aí, registrei a letra para treinar e não fazer feio na próxima visita ao Ashram. A Alessandra concentrou, foi firme e forte na letra, até parecia que já conhecia. Muito bem Alê!
Fomos convidados para uma conversa no "coreto" com a Regina Shakti, lá aprendemos um pouco mais sobre o espaço, sobre seus costumes, pudemos fazer perguntas, agradecer ao acolhimento e perdir licença para desfrutar de tantas coisas boas. O consentimento foi mútuo, nós de nossa parte dispostos a reverenciar àquilo que ainda não podíamos entender completamente e eles de nos acolher em nossa ignorância (no bom sentido, é claro!). Sabemos que não sabemos, então pudemos abrir as portas dos sentidos e da alma para aprender o que ali nos foi oferecido com muita generosidade.


No Ashram aprendemos os princípios de Bhakti Yoga no Templo, nas palavras da Regina, "Bhakti-Yoga é a ciência da alma. São práticas no Templo com nossos moradores e devotos, onde se canta, dança e se faz leitura das escrituras sagradas. Nossas aulas seguem a tradição vaishnava e são orientadas pelo nosso Guru."

Cada cantinho, cada momento foi muito especial. Imaginem só ter o privilégio de fazer uma aula de Yoga em uma sala completamente integrada com a natureza. Pássaros cantando, os cachorrinhos nos observando através do vidro, as árvores no fazendo sombra, tudo isso em um vale em Campos do Jordão.
Vejam só:

Com certeza voltaremos muitas vezes para reabastecer as energias, para nutrir a alma, para fortalecer as amizades e para nunca esquecer o respeito que devemos ter à Natureza da qual fazemos parte.

Obrigada à Regina Shakti e à toda sua equipe!
Namastê!
Paula Ubinha
Assinar:
Postagens (Atom)

